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Ônibus de até 13 anos quebram ao menos 89 vezes ao mês

25/06/2019 06:00

Autor: Renata Reis


Marcas de parafuso na lataria mostram de onde os assentos despencaram Foto: Divulgação

Levantamento é da própria Prefeitura de Limeira, que decretou intervenção no sistema em 2017

O registro de ônibus quebrados nos últimos meses - alguns na região central mais visíveis, muitas vezes, porque param o trânsito momentaneamente - chamam a atenção para a situação dos veículos que transportam milhares de passageiros por dia. A Prefeitura de Limeira respondeu a diversos questionamentos feitos pela reportagem e informou que a média é de 89 quebras por mês de ônibus. 

A frota do sistema de transporte coletivo na cidade faz 1.445 viagens por dia. Os veículos viajam, em média, 28,5 mil quilômetros diariamente e 750 mil quilômetros ao mês. A média é, portanto, de uma quebra a cada 8.426 quilômetros. 

Quando ocorrem estes problemas, informa a Prefeitura, são enviados outros veículos da frota em substituição, e o veículo quebrado é levado a manutenção. Segundo o mesmo levantamento, houve redução de 10% na incidência de quebras existentes antes da intervenção no sistema, que aconteceu em maio de 2017. No entanto, a idade da frota continuou a aumentar, "ou seja, reduziu-se o número de quebras, mesmo com os veículos ficando mais velhos", diz. Não foram informados os números de registros de quebras antes da intervenção. 

O edital de 2009, quando aconteceu a última licitação de concessão para serviço de transporte coletivo, diz que a média de vida útil dos ônibus deve ser de 7 anos. Hoje, a Prefeitura informa que a idade média da frota é de 8 anos, sendo 1 veículo com 2 anos; 25 com 4 anos; 18 ônibus com 6 anos; 34 com 9 anos; 21 veículos com 11 anos; 12 carros com 12 anos e 7 ônibus com 13 anos. A referência dos dados informados é de abril a maio deste ano. 

BANCO CAIU

Na semana seguinte ao aumento da passagem do ônibus, Sandra Regina dos Santos estava ontem na linha 400, rota do Residencial Rubi, e sentiu o drama de estar num veículo velho. O banco caiu e levou ela e a amiga ao chão. "Simplesmente o banco despencou. Estava podre, tanto o ônibus quanto o assento. Peso 52 quilos. Imagina uma pessoa um pouco mais pesada ou com uma criança no colo? Ou um idoso que poderia não ter o reflexo que eu tive no momento em que o banco quebrou, e poderia ter se machucado". Ela ainda contou que soltou uma parte do ferro do lado, que aparentava estar enferrujado. 

"É um descaso com a gente que depende de ônibus para poder trabalhar ou levar os filhos para a escola. Espero que as autoridades tenham mais cuidado ao oferecer esse serviço e punam os responsáveis". Sandra estava ontem à procura de emprego. Ela caiu com vários currículos na mão e se indignou ao ter que pagar passagem mais cara (R$ 4,50). 

VISTORIA

O interventor Renato Pavanelli informou à Prefeitura "que não houve reclamação formal sobre nenhum acidente à Viação Limeirense". Disse que, mesmo assim, o ônibus citado foi encaminhado à garagem da empresa para uma vistoria completa.  

Moção contra aumento 
do ônibus é rejeitada

Nani Camargo

Foi rejeitada por 8 votos a 5 moção de protesto apresentada pelo vereador Marcelo Rossi (PSD) contra reajuste da tarifa do transporte coletivo. Votaram favoráveis Carolina Pontes (PSDB), Clayton Silva (PSC), Marco Xavier (PSB), Nilton Santos (PRB) e Waguinho da Santa Luzia (Cidadania).
Já entre os contrários, Mayra Costa (Cidadania), Erika Tank (PL), Estevão Nogueira (PRB), Jorge de Freitas (Patriotas), Mir do Lanche (PL), Toninho Franco (PL), Wagner Barbosa (PSB) e Zé da Mix (PSD).

O que chamou a atenção é que oito vereadores não votaram a moção porque não estavam em plenário, mas todos os 21 parlamentares registraram presença na sessão de ontem. O próprio Rossi não votou e, segundo sua assessoria, teve que deixar a sessão para resolver um problema familiar.

Os discursos foram ferrenhos. Vereadores governistas apontaram que o prefeito “apenas teve que cumprir o contrato”, que há dois anos não tinha aumento. “Claro que eu também não queria o aumento, mas como fazer diferente?”, questionou Erika Tank. Já a oposição não deixou por menos. “Em Americana os vereadores revogaram decreto do prefeito que aumentou a tarifa para R$ 4,40. Aqui foi para R$ 4,50. Os ônibus são ruins e não podemos fechar os olhos para isso”, disse Marco Xavier.


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