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Gazeta de Limeira

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19/10/2018 - Colunas

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Ambiente democrático

Eleições majoritárias impõem, indiscutivelmente, posicionamentos mais assertivos da população, agora mais visíveis em função das plataformas sociais. Desta vez não foi diferente e, a pouco mais de uma semana para a definição, os discursos ideológicos pareceram se sobrepor a construção de propostas mais urgentes para a nação. As preferências de estilo conseguiram atrair suas adesões ao longo das campanhas, neste ano excepcionalmente curtas e emocionalmente intensas, restando agora dois caminhos, maiores que seus candidatos. Se, de um lado as pesquisas apontam a prevalência do antipetismo, por outro está um considerável contingente de eleitores menos convertidos, no entanto, mais esperançosos. Não há dúvidas, este inferno astral nascido na reeleição de Dilma Rousseff e continuado por seu vice, Michel Temer, enquanto manteve desalentada nossa história recente, abriu as portas para que a contundência se apresentasse como um remédio mais instantâneo. A radicalização, portanto, a interpreto apenas como a construção de um desejo, não como um método a ser aplicado, e aqui percebo uma enorme confusão, compreensível até. Os temores e críticas a um eventual “governo militar”, nestes tempos, devem ser dimensionados pela existência de um regime democrático em vigor, por enquanto fortalecido. O exemplo não é o melhor, mas parece válido. Quando Getúlio Vargas quebrou a hegemonia política de São Paulo e Minas Gerais após a revolução de 1930, ele recebeu a presidência das mãos de uma junta militar provisória, responsável pela deposição de Washington Luís. Referendado por uma assembleia constituinte, sete anos mais tarde, aí sim, através de um golpe de estado, ele permaneceu no poder até ser deposto em 1945, pelos mesmos militares que o apoiaram durante quinze anos. Vargas teve uma trajetória marcada pelo nacionalismo exacerbado, pela perseguição aos comunistas e socialistas, porém, do ponto de vista trabalhista, sua contribuição foi enorme. Idem como desenvolvimentista, o que lhe garantiu enorme popularidade para voltar a presidência, pelo voto, em 1950. Getúlio não foi preso. Após suicidar-se em 1954, no limiar da contaminação de um “mar de lama” em seu governo, entrou para a história, vejam só, mesmo um ditador, sob um julgamento complacente até hoje. Um ditador civil. Portanto marchas e contramarchas na política brasileira são eivadas por mitos e possibilidades, sendo quase inexorável a existência de um divisor de águas como tudo indica estar prestes a acontecer. Dois ciclos, um de oito, outro de dezesseis anos, sucumbiram diante de novas demandas, as quais foram incapazes de combater. Se as dúvidas se transformarem em esperança, só por este aspecto teremos mais motivos de sobrevivência amanhã, que hoje.


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