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Gazeta de Limeira

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por Rafael Sereno

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25/09/2018 - Colunas

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Faces políticas da ocupação

A passeata nas ruas do Centro promovida no último sábado pelo Movimento dos Sem-Casa, responsável por uma ocupação potencialmente danosa ao meio ambiente no Horto Florestal, como assinalado pela Justiça, escancarou a faceta política da ação iniciada no último dia 7 e que, só agora, desrespeitados todos os prazos judiciais possíveis, parece dar sinais de arrefecimento.
Sob pretexto de uma luta justa, o movimento, cujos coordenadores passaram os últimos anos meio que adormecidos, acomodados em cargos comissionados no Edifício Prada durante a gestão de Paulo Hadich, fez um libelo contra o atual prefeito, Mario Botion. Já tinha antes, à Justiça, apresentado uma pauta de reivindicações de cunho eminentemente político, ainda que relacionadas à luta por moradia, com pedido para revogação de lei, proteção à eventual exclusão relacionada a atos ilícitos e uma dispersa (e politizada) apresentação de efetiva proposta alternativa por parte do Município – esqueceram de Estado e União – que garanta moradia aos ocupantes.
A política habitacional de Limeira, verdade, é deficiente há anos, com um déficit acumulado que nem mesmo os coordenadores do movimento, enquanto estiveram no Executivo, souberam eliminar. Assim como administrações anteriores, a atual vive de regularizar as inúmeras ocupações que prosperaram nas últimas décadas, ao arrepio das leis e da burocracia, e de parcerias, com União e Estado, para programas de moradia, salvo uma exigência ali ou acolá de reservas para este fim a grandes empreendimentos. Uma política que vai demorar anos, talvez décadas, para eliminar a fila.
Mesmo com todas as dificuldades, dois projetos habitacionais foram lançados recentemente. Podia ser mais, porém, já é algo em andamento. Ocorre que, mesmo antes dos anúncios, já vinham ameaças veladas ao Executivo de invasões de áreas, possivelmente postergadas após a obtenção de liminares na Justiça. Vulnerável por obra de administrações passadas e de uma Justiça lenta que demora uma década para decidir questões de propriedade e posse, o Horto virou, faz tempo, prato fácil e farto para ocupações casuísticas.
Com metade de seu governo já encaminhado, Botion passará a enfrentar, daqui por diante, mais obstáculos decorrentes do aproveitamento político de lacunas administrativas, conforme a aproximação do pleito de 2020. Espera-se, ao menos, que tenha pulso firme e não deixe políticas públicas se tornarem reféns de ameaças ou chantagens, ainda que estas embalem pretensões legítimas.
 


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