Ponto Um
Gazeta de Limeira

Ponto Um

23/11/2018 - Colunas

Colunas


Devagar se chega tarde

 

Tenho recebido muitos comentários sobre a malha viária municipal, nada elogiosos, com algum sentido prático. Um empresário, por exemplo, contou por quantas lombadas passa diariamente: 40. Dez quando vai ao trabalho, outras dez quando volta para o almoço e outras 20 no restante do dia. Um despachante revelou casos assustadores, sobre os quais não é conveniente detalhar, mas é categórico ao afirmar: em nenhum momento da história de Limeira se arrecadou tanto com multas como agora. O terceiro conhecido tocou em outro ponto: de uns meses para cá ele altera, sempre quando se lembra, os trajetos normalmente utilizados para cumprir deslocamentos de rotina. Segundo sua percepção, seus atrasos tornaram-se frequentes em função de pequenos congestionamentos, na maioria das vezes, causados pela falta de sincronia dos semáforos. Ao olhar para essas situações, honestamente, como motorista me incluí em todas elas, e também recorri a providências mais severas. As postagens do setor de trânsito praticamente desapareceram – incluindo membros de minha família – porque além das preocupações habituais ao ato de dirigir, incluímos uma fiscalização permanente para identificar radares fixos, atualmente monitorando quase todos os principais corredores de trânsito de Limeira. A pergunta é: há um exagero nisso? Aprendi com o tempo a evitar discussões contra a tecnocracia, mas isso não significa aceitá-la como se escrita por deuses. Me ocorre, por exemplo, um desafio proposto pelo então candidato a prefeitura de São Paulo, João Doria. À época da gestão Fernando Haddad, a velocidade permitida nas marginais Pinheiros e Tietê fora sensivelmente diminuída. Como é de praxe, técnicos miraram a segurança do trânsito e consequente queda do número de acidentes, determinando inacreditáveis 60 e 50km/h para as faixas centrais e expressas. Doria, logo ao assumir, conseguiu uma autorização judicial para aumentar a velocidade em 90 e 70km/h respectivamente e, passados dois anos, estatísticas de acidentes e atropelamentos não foram determinantes para que novas reduções fossem feitas. Em Limeira, nosso anel viário parece rua de bairro. Lombadas, faixas de pedestre elevadas, semáforos e uma quantidade gigantesca de radares tentam conter o ímpeto dos motoristas, sem que nos apresentem suas reais necessidades. Mais passarelas, entretanto, não são viabilizadas, e por quê? São várias as dúvidas, mas uma coisa é certa: medidas punitivas em excesso são colocadas em conta-gotas na cabeça dos eleitores. E a punição, quando volta, se traduz em impopularidade. Não se quer, obviamente, que o trânsito seja tratado com experimentações, porém, um pouco mais de bom senso e senso de realidade são medidas ainda aguardadas.


Assine a Gazeta e
comece a pagar só daqui 30 Dias

Se você não é assinante, mas quer assinar a Gazeta e pagar somente daqui 30 dias: digite seu Nome e Telefone








Busca







Acompanhe




Capa do Dia

Download da Capa do Dia


Colunas


Ponto
Um

Dr Roberto
Lucato


Prisma
Rafael
Sereno


Telescópio
Gil
Vieira


Enfoque
José
Encinas


Percepções
Renata
Reis


Dois
Toques

Denis
Suidedos


Bate
Pronto

Ricardo
Galzerano

Em
Questão

Nani
Camargo


Panorama
Osvaldo
Davoli


Cine
Art

José Farid
Zaine


Web Classificados


Outras Manchetes




17/12/2018

Limeira tem outro acidente fatal envolvendo motocicleta


16/12/2018

Aumenta número de unidades com energia solar em Limeira


15/12/2018

Coleta seletiva não atinge 2% de resíduos recolhidos


Tido como pistoleiro, limeirense é preso no Paraguai


13/12/2018

Projeção é começar 2019 sem fila em creche, diz secretário