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Gazeta de Limeira

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03/08/2018 - Colunas

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Pessoas e ideias

 

Assisti recentemente a dois documentários muito recomendáveis, um sobre o generalíssimo Francisco Franco e outro sobre Fidel Castro. O primeiro liderou a Guerra Civil Espanhola, iniciada na década de 1930, e o segundo a Revolução Cubana, depondo o presidente Fulgêncio Batista em 1959. Julgo interessante aproveitar essas oportunidades para reviver conceitos escolares e aprofundá-los, especialmente porque a história, se não pode ser reescrita, pode ser revisitada quando amadurecemos nossos olhos. Franco e Castro, como em regra são os ditadores, dominaram suas nações por décadas sob a tutela de ideologias nada semelhantes. Contrariamente, possuíam inúmeros pontos comuns, entre os quais uma inicial “adoração” popular, sustentada por mãos de ferro com o passar dos anos. Também em comum existiu o fato de serem a personificação de suas causas, ou partidos, cuja oxigenação de lideranças jamais existiria – como não existiu. Ambos construíram a ideia de indissolubilidade entre seus corpos, discursos e métodos para satisfazer a "vontade popular", uma visão de eterna bonança chancelada por um único endosso. Uma pálida ideia desse absolutismo: por não encontrar sucessor à altura, talvez por pura vaidade, Franco chegou a restaurar a monarquia na Espanha para entregar o governo ao rei Juan Carlos, e isso na década de 1970 (este seria o responsável pela redemocratização espanhola). Castro, nem isso. Deixou o próprio irmão, Raul, no comando de sua longeva revolução em um dos últimos redutos comunistas do planeta. Portanto, consigná-los, sob qualquer aspecto, como estadistas, é um exagerado erro, pois a alternância de poder proporcionada pela democracia é comprovadamente mais eficiente, mesmo dentro de suas imperfeições ocasionais. A ciência comprova suas teorias por experimentações; os eleitores, pelo voto. Talvez isso possa explicar os números de audiência impressionantes do último programa Roda Viva, quando entrevistou o candidato Jair Bolsonaro. Timidamente, recompostos pelas desilusões da Copa, os brasileiros se dão conta da proximidade das próximas eleições presidenciais. Chega o momento de falar de política não apenas nas rodinhas, mas em casa, no emprego, nas ruas. E Bolsonaro, até agora, por liderar as pesquisas de intenção de voto, e por expor posições mais assertivas sobre o que conhece – e desconhece – ganha explicável atenção. É a bola da vez. O ex-presidente Lula, outro messiânico, não exagerou ao se proclamar uma “ideia”, e não mais um homem. De fato, expurgada a conta que pagamos hoje, ele representa uma ideia de prosperidade; Bolsonaro me parece outra nova ideia: de austeridade, rigor, disciplina e reordenamento do País. Engraçado esse mundo das ideias. Franco era conservador; Fidel, um revolucionário. Buscaremos uma ideia ou um personagem em outubro?   


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