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Gazeta de Limeira

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24/08/2018 - Colunas

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Critérios públicos e particulares

Em poucas semanas a Gazeta concluirá um pequeno projeto nascido durante as comemorações de seu aniversário. Aproveitando um pequeno espaço entre a recepção e a divisão de artes gráficas e jornalismo ofereceremos, especialmente aos estudantes de um modo geral, materiais e fotografias que registraram algumas transformações ocorridas nos últimos quarenta anos. Voltarei ao tema oportunamente, porém, se por um lado o aperfeiçoamento gráfico sempre foi trabalhoso décadas atrás, os fundamentos para o exercício do jornalismo eram menos flexíveis. Em outras palavras, a informação sempre foi tratada com frieza – ou suposta imparcialidade – sob a ótica de quem a redigia. O repórter, ao descrever um acidente de trânsito, no máximo pode ouvir testemunhas, se houver, mas jamais deve pressupor a existência de culpados – isso caberá à autoridade pública investigar. De certo modo, esse “jornalismo declaratório” nunca foi atraente ou emocionante, exceto se os acontecimentos assim o fossem, mas a sociedade evoluiu; leitores e suas exigências, também. Por ocasião da morte do diretor da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, lembranças recorrentes de seus amigos lançaram um olhar sobre sua incansável busca pelo pluralismo, um direcionamento importante para a construção do “Projeto Folha”. Em um período em que todos parecem conhecer e ter opinião sobre tudo pelas redes sociais, dar publicidade a um fato ou um ponto de vista há três décadas exigia o atendimento de algumas premissas. A relevância e a utilidade de uma informação eram as principais, mas havia outra: o critério do editor. E quando analisamos critérios, não era incomum a visão particular sobre um acontecimento se sobrepor ao interesse coletivo, incluindo eventual atendimento político ou partidário. Oferecer a voz, portanto, não apenas ao outro lado, mas a todos que possam existir, constituiu uma silenciosa revolução para anteceder uma tendência hoje natural: o pluralismo. Há de se registrar, contudo, que isso se dá de modo organizado, também dentro de critérios. O exercício do jornalismo é muito diferente de registrar comemorações pela internet, e aqui voltamos ao interesse coletivo. Se o profissional julgar um fato interessante apenas porque prefere o azul ao amarelo, não observando a relevância daquilo que escreve na vida em comunidade, eis a chatice do declaratório mais uma vez. Portanto a reinvenção profissional é necessária, brigando agora por um motivo mais nobre: acentuar sua credibilidade e sua importância enquanto cresce a indústria da desinformação. Crescem as notícias falsas, que não respeitam critérios. Esse será o desafio dos participantes do Prêmio Gazeta deste ano: identificá-las e enfrentá-las. Boa sorte!


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