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21/09/2018 - Colunas

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Amnésia eleitoral

Entre os anos de 1956 e 2002 os limeirenses elegeram seis prefeitos, o primeiro deles José Adriano Lopes Castello Branco, que governou até 1959. Deste ponto até 1962 o também advogado Jurandyr Paixão de Campos Freire assumiria o comando da cidade até desincompatibilizar-se do cargo para tornar-se vereador no ano seguinte. O presidente da Câmara, Renato de Almeida, cumpriu um mandato tampão até 1963 até a eleição de Paulo D’Andrea, que seria substituído por Sebastião Fumagalli até 1973. D’Andrea voltaria a governar Limeira até 1977 e, após uma eleição surpreendente, Waldemar Mattos Silveira ficou com as chaves da cidade até o retorno de Paixão em 1983. Na terceira vez que se revezaram na chefia do Poder Executivo, porém, tanto D’Andrea em 1989 e Paixão em 1996 conseguiram manchar suas respectivas biografias. Em pouco menos de dez anos a revanche final entre ambos paralisou a cidade, acentuando-se uma característica lembrada até hoje: o que um projetava o outro se encarregava em cancelar. Duas fundamentações para este comportamento: não havia o expediente da reeleição e ambos não construíram sucessores ao longo do caminho. Somente em 1997, depois da primeira eleição de Pedrinho Kühl, Limeira voltaria a respirar os ares de renovação, continuada por Silvio Felix em 2005. Se Pedrinho herdou um município “pela metade”, com novos bairros para asfaltar e uma demanda social a ser superada, Silvio recebeu as contas mais equilibradas, conseguindo concluir o que o revanchismo do passado estocou. Nestes quase sessenta anos de história, portanto, houve o predomínio de representantes da “direita”, quebrado somente por Paixão em três oportunidades, muito justificável em eleitorados conservadores. E quanto aos últimos vinte anos, o que podemos deduzir? Que os eleitores, em linhas gerais, estão mais imediatistas, sensíveis às suas próprias observações e menos tolerantes quando conferem os resultados de um mandato. Grosseiramente, parecem estar sentados naquelas poltronas do The Voice, e observem esta curiosidade: nossos últimos mandatários, quando não referendados por uma boa gestão conquistando suas permanências, ocuparam o Edifício Prada muito mais por conta de uma aposta do que uma certeza. Como curiosidade pouca é bobagem, observem em que situação estamos no cenário nacional. Com a sensibilidade à flor da pele, desiludidos e cansados de esperar, os brasileiros parecem querer uma solução rápida, ainda que não exista. Mais uma vez a divisão, e não a soma, se impõe, como se não pertencêssemos a um mesmo país. E mais uma vez os moderados não grafam, como deveriam, os riscos da revanche, do desejo da supremacia e do poder pelo poder. O debate se tornou irrelevante e nosso destino, também.


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