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Gazeta de Limeira

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por Rafael Sereno

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16/10/2018 - Colunas

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Pistas sobre 2020

Como o imprevisível regeu 2018, fazer projeções para a próxima eleição municipal é um exercício ingrato. Impossível saber como estarão as forças partidárias em 2020, das tradicionais, como PT, PSDB e PMDB, que sofreram duros golpes neste ano, às principiantes em protagonismo, como o PSL de Bolsonaro e o Novo. Algumas pistas sobre a disputa pelo Edifício Prada estão no ar.
Reeleito deputado, Miguel Lombardi fica no cargo até 2022, mas a expressiva votação em Limeira, que o cacifaria a tentar a cadeira de prefeito, o coloca como peça-chave. Em 2016, seu apoio foi insuficiente para reeleger Paulo Hadich, mas agora seu capital político foi vitaminado. Tendência é que repita a eleição passada, apoiando o atual administrador, Mario Botion, que certamente tentará a reeleição.
Diferente de 2010 e 2014, a eleição de 2018 não projetou nomes de oposição ao prefeito de plantão para o pleito seguinte. Depois de Miguel, a mais votada em Limeira, entre os nomes locais, foi dra.Mayra, vereadora da base de Botion. Sua votação lhe permite sonhar alto, no entanto, seria necessária uma brusca mudança de postura legislatura, para se colocar como alternativa ao atual governo. Rafael Camargo há muito se descolou de Botion e pode pensar em 2020 – para isso, teria de controlar seu temperamento na construção de alianças que viabilizem seu nome.
Pelo PSDB, vitória de João Doria ao governo de São Paulo reforçará Eliseu Daniel, apoiador de primeira hora do ex-prefeito paulistano, no diretório local. Eliseu, porém, não é unanimidade e tem o fardo de dois terceiros lugares nas últimas disputas. Vai depender muito da força que o PSDB terá, mais uma vez, fora do poder nacional. O clã Félix, como sempre, fica na dependência da Justiça, já que uma das ações do Ministério Público tem potencial de, em eventual condenação, impedir a participação de todos os integrantes da família já no próximo pleito. Neste ano, Murilo encolheu demais a votação que teve em 2016 e vê o capital político do pai reduzir sem ter aumentado o seu.

Do campo de Hadich, que já anunciou que não se candidatará mais ao Prada, o PSB depende muito da vitória de Marcio França. Com ele no governo, o partido nutre chances e o último candidato a vice, Bruno Bortolan, surge como nome natural. Como barreira, a dificuldade em aglutinar forças de esquerda como Hadich fez para chegar ao poder. Bortolan não tem identificação alguma com esse campo político. O PT, exceto se fizer aliança, tende a lançar candidato, com suas dificuldades tradicionais no eleitorado conservador limeirense. Por fim, resta o PSL, de Bolsonaro, a nova força política nacional. Depende, exclusivamente, do desempenho do líder em eventual Presidência. Localmente, o partido inexiste em termos de estrutura, mas convém, ao menos por ora, não ignorar a força demonstrada nas urnas, que foi claramente estendida a aliados. É a grande incógnita até 2020.


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