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Gazeta de Limeira

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por Rafael Sereno

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09/10/2018 - Colunas

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O bolsonarismo chegou

As urnas mostraram a força de duas correntes. Uma, o antipetismo, já conhecida em 2016, segue forte no país, em especial nas regiões sudeste e sul. A outra, o bolsonarismo, estruturada no conservadorismo, se alimentou diretamente da primeira e se espalhou pelo país de forma avassaladora, com exceção do Nordeste. A soma das duas forças quase liquidou a fatura em favor de Jair Bolsonaro no primeiro turno. Por essa perspectiva, o candidato do PSL larga com vantagem sobre Fernando Haddad para o segundo turno.
O bolsonarismo, conforme as urnas, tomou o lugar do PSDB, que se esfarelou. Ninguém soube melhor captar o espírito de frustração que tomou conta do eleitorado brasileiro após o desastre político-econômico do governo Dilma. Sem partido, estrutura, grandes coligações, dinheiro e tempo de TV, utilizando-se apenas das mídias sociais, Bolsonaro subverteu todas as tendências características do marketing político. Nos Legislativos, é o grande responsável pela eleição de novatos que tiraram políticos tradicionais. Em São Paulo, Janaína Paschoal sacudiu a estrutura da Assembleia e levou à lona inúmeros caciques do interior. No país, os efeitos da Lava Jato, iniciados há dois anos, foram devastadores. Cansado, o brasileiro mandou um recado duro à velha política.
O que esperar para o dia 28? Lula teve êxito em sua estratégia com Haddad, mas, na cadeia, vê Bolsonaro ser o novo protagonista nas ruas. Haddad terá três semanas para avançar em terreno com predomínio bolsonarista. Já o candidato do PSL terá o mesmo tempo para ampliar sua votação nos redutos petistas, especialmente no Nordeste. A tarefa deste último parece ser mais fácil do que a do petista. O esvaziamento das candidaturas de Alckmin, Alvaro Dias e Henrique Meirelles já foi um sinal favorável ao deputado. Haddad tem melhores expectativas junto ao eleitorado de Ciro e Marina.
A polarização se confirmou, mas com Bolsonaro oponente ao PT, com capacidade maior de mobilização do que o PSDB teve nas eleições anteriores. Curioso mesmo é que o segundo turno verá um embate praticamente não visto no primeiro turno. Haddad só virou candidato em meados de setembro, quando o candidato do PSL se recuperava do atentado sofrido em Minas Gerais, que o deixou ausente dos debates. Vão se enfrentar pela primeira vez agora. É a chance de o brasileiro conhecer melhor as propostas de cada um, se é que isso ainda é preponderante na escolha do voto. Viveremos três semanas intensas, onde cada peça movimentada será decisiva. Uma coisa é certa: o Brasil não sairá pacificado do processo. Que ele se mantenha, pelo menos, nos limites democráticos estabelecidos pela legitimidade das urnas. 


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