PONTO UM
Gazeta de Limeira

PONTO UM

13/07/2018 - Colunas

Roberto Lucato


O dono do mundo

Os livros de história registram dezenas de personagens unidos por um objetivo comum: conquistar o mundo! Na maioria das vezes esses anticristos recorreram ao derramamento de sangue para executarem seus objetivos, unindo a força de seus exércitos a uma superior capacidade de persuasão. Grandes oradores dominaram a arte do convencimento popular, justificando os mais altos sacrifícios em busca do bem comum. O aspecto paradoxal neste ponto diz respeito às verdades relativas. Muitas delas foram construídas dentro de critérios nada humanísticos, como o faria, por exemplo, o braço direito de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra, Joseph Goebbels. Atribui-se a ele o raciocínio que “uma mentira contada mil vezes se transforma em uma verdade”, fato suficiente para transformá-lo, rapidamente, em uma das importantes figuras do nazismo. Portanto o ato de “criar” verdades é expediente antigo e funciona até hoje, observemos na política. Ao considerar como “golpe” o afastamento da presidente Dilma Rousseff seus apoiadores construíram uma verdade própria, como também o fazem em relação à prisão do ex-presidente Lula, considerando-o “preso político”. Essas ideias, contadas à exaustão, evidentemente não interferem no devido processo legal – esteja na esfera legislativa ou jurídica –, mas anseiam criar uma atmosfera duvidosa a lhes favorecer, isso na seara da opinião pública. Voltemos, então, aos donos do mundo. O Império Romano, durante mil anos, não teve propriamente um artífice, mas uma ideia expansionista. Por trás dela, a maior capacidade de amealhar recursos, não necessariamente com o objetivo de devolvê-los em benefícios populares. A obtenção de riquezas, portanto, é um componente forte o suficiente para inebriar os perseguidores de poder, e tentemos nos aproximar dos dias de hoje. Quando o ditador norte-coreano Kim Jong-un apontou uma ogiva nuclear para Washington, ele apenas queria dizer “deixem-nos prosperar, vamos fazer negócios”, simples assim. Agora, aonde quero chegar. Desde o início desta semana, em mais uma de suas tresloucadas atitudes, Donald Trump iniciou uma guerra comercial contra os chineses. Estes, em retaliação, prometem deixar empilhados produtos originários das bases eleitorais do presidente norte-americano, e estima-se um desequilíbrio macroeconômico internacional de grandes proporções. Trump, é verdade, procura cumprir promessas feitas a um público extremamente conservador e protecionista, mas e o “resto”? Suas posições isolacionistas beiram a ideia de uma ruptura generalizada, como se, em questão de meses, as relações mundiais de comércio tenham de se submeter a um único jogador, a um novo pretendente ao cargo de zelador da Terra. Para quem sequela famílias, se espera qualquer coisa, mas demonstra como, após a morte de 80 milhões de pessoas em duas guerras, a humanidade não conseguiu fortalecer instituições capazes de mediar conflitos, interesses particulares e intenções desequilibradas de desequilibrados contumazes.


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