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Gazeta de Limeira

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por Rafael Sereno

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13/11/2018 - Colunas

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A ausência nossa de cada sessão

A eleição presidencial de 2018 parece ter sido, de longe, a que mais movimentou os ânimos do brasileiro, ao menos nas últimas décadas. Pelo fato, justamente, da grande quantidade de candidatos, da ausência de Lula e da presença de Bolsonaro, a política foi assunto nacional nos últimos três meses, presente nas casas, no trabalho, nos grupos de WhatsApp, nas conversas de vizinhos. Muitos até torciam pelo fim da campanha de tanto que saturou o assunto.

Passada a eleição, se impõe a triste realidade. É uma pena que tanto envolvimento fique apenas em ocasiões esporádicas para a maioria da população. Aqui em Limeira, uma pesquisa feita pela Câmara Municipal mostrou que apenas 24% dos entrevistados acompanham o trabalho dos vereadores; 71% nunca participaram de uma sessão legislativa; 66% não sabem definir o que é uma sessão ordinária e 78% não conseguem dizer em qual dia da semana ela ocorre (às segundas-feiras). Estatística que assustou a própria Câmara.

Difícil apontar as razões certas para tal desconhecimento. Pode ser, sim, fruto do desencanto que a classe política, de modo geral, cultivou junto à população. Mas não se pode isentar a própria população. Ao contrário de outras épocas, os meios disponíveis para o acompanhamento dos trabalhos da Câmara são inúmeros hoje em dia. É possível acompanhar pela imprensa e pelas redes sociais de cada vereador. Em cinco minutos e sabendo qual caminho percorrer, dá para o limeirense pesquisar quais proposituras apresentadas pelos 21 edis. Pelos mesmos caminhos, é possível saber quais serão os assuntos debatidos na próxima sessão. O acompanhamento, evidente, não fica apenas nisso. O vereador é o representante mais próximo do eleitor (deputados, senadores, ministros estão um pouco mais longe) e isso permite, por exemplo, conversar presencialmente com ele em seu gabinete. Quer coisa melhor para o exercício de cidadania do que falar diretamente com um representante eleito?
Essas ferramentas, porém, nada fazem sentido se não houver o principal: disposição do cidadão. Todos estão muito atarefados, têm suas próprias prioridades, mas não há como exercer a cidadania sem participação, e os inúmeros canais pelos quais é possível acompanhar o Legislativo são justamente para atender o público em suas diferentes necessidades. Temos, como eleitores e contribuintes, o direito de exigir atuação íntegra e republicana de nossos representantes, mas a ausência nossa em cada sessão representa um vazio sem volta na construção de uma sociedade politicamente responsável.


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