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Gazeta de Limeira

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26/10/2018 - Colunas

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Ideias e debates

Dentro de poucas horas se encerrará um dos mais turbulentos períodos eleitorais do Brasil, com direito a um atentado e a candidatura – indeferida, é verdade – de um presidiário. O golpe sofrido por Jair Bolsonaro, sem precedentes na história recente, o retirou de cena em um momento importante da campanha, porém, quando o vento é a favor, tudo ajuda. Inspirado na forma de comunicação mais utilizada pelo presidente norte-americano Donald Trump, o candidato do PSL percebeu, naquela altura do campeonato, o quanto menos era mais. Se a comoção nacional não se traduziu em intenções de voto capazes de consagrar-lhe ainda em primeiro turno, a enfermidade ditou um ritmo conveniente em suas manifestações, sempre diretas e dirigidas – pensar antes de falar é uma recomendação sábia. A onda antipetista completou o que lhe faltava e agora nos resta, depois de longas semanas, o veredicto final; trocando em miúdos, de quanto será a diferença de votos. Espero mais. A mudança de ordenamento à qual nos sujeitaremos, muito provavelmente, não significa apenas a troca de um comandante, mas a renovação de um esgotado modelo de Estado excessivamente burocrático, inchado e moroso. E, como seria natural de acontecer, isso demandará tempo, mas auxílio não faltará. Como era de se esperar, a lei da sobrevivência política já emite sinais de conciliação partidária. O chamado “centrão” se coloca, aos poucos, à disposição do novo presidente, bem como, no meio da semana, o fizeram as principais lideranças empresariais do país. Isso basta? O bom cozinheiro não se faz apenas pela fartura dos ingredientes, mas pelo bom senso em utilizá-los. Bolsonaro, até agora, segue com rigor militar suas convicções. Foi cuidadoso ao aceitar apoios, interveio como se esperava em divididas proporcionadas pelo seu próprio front e, mesmo derrapando com a história da “mão na faixa”, revelou-se cioso na maior parte do tempo. Outro aspecto a ser considerado diz respeito à legitimidade. Muito embora a condução de Michel Temer à Presidência tenha se dado estritamente dentro da lei, a persistência do choro petista em torno do golpe, associada a uma campanha implacável contra o novo governo, produziu um efeito tóxico em ações que se organizavam a favor de reformas. Ou seja, mesmo legítimo do ponto de vista institucional, o “mais do mesmo” contaminou o Palácio do Planalto, traduzindo-se na maior impopularidade já registrada na história. Bolsonaro, eleito, quebrará esse paradigma e, posso estar errado, mas, esperando-se que os excessos sejam contidos – e por ele desautorizados –, um novo ciclo de esperança se abrirá logo após a votação, e não exatamente de divisão, própria em campanhas. Novos ares, isso é urgente!


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