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Gazeta de Limeira

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07/12/2018 - Colunas

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Poder controlador

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, indagado se o Brasil vive um momento de “desmonte de estruturas”, respondeu à revista Veja: “Sociologicamente, eu diria que, nestas eleições, ‘a história se manifestou estourando tudo de maneira cega’. Há momentos em que há explosões, e aqui houve uma explosão limitada, mas foi uma explosão do sistema anterior. Então, há um processo geral que permeia todas as sociedades que estão conectadas. É preciso agregar a tremenda corrupção que houve ao horror que ela produziu. O povo se assustou e disse: basta!”. De fato, o então candidato Jair Bolsonaro, que há mais de dois anos construiu um forte discurso antipetista, foi o que melhor transmitiu a ideia da retomada da “ordem” e do combate à corrupção. Ao sinalizar essa “disruptura” entre um cenário contaminado por prisões, incluindo a do ex-presidente Lula, ele se transformou em uma aposta viável, até certo ponto extrema, e agora, a menos de um mês de sua posse, a pergunta é: esse namoro eleitoral tem prazo de validade? Inquestionavelmente, a popularidade alcançada por Bolsonaro carrega um misto de esperança e reconhecimento. Esperança na quebra das ideologias lulo-petistas e reconhecimento por oferecer alternativas a elas. Mas isso não é tudo. À medida que nos familiarizamos mais com sua maneira de se comunicar, encontramos, aparentemente, alguém que diz o que pensa, e o faz sem recorrer a contorcionismos linguísticos. Há muitos anos, por exemplo, não ouvia uma autoridade se manifestar a favor da criação de empregos passando pela porta principal da questão, qual seja, estabelecer regras mais justas e permissivas para quem contrata, no caso, o empregador. Vale lembrar, Lula satanizava o meio empresarial, porém, foi um de seus maiores beneficiados. A despeito de ter aumentado sua ideia de um corpo ministerial mais enxuto, Bolsonaro também sinaliza reequilibrar a importância de algumas áreas, a principal delas no trabalho. Não há sentido manter uma estrutura ministerial de um órgão meramente fiscalizador, quando esta função pode ser ainda melhorada sob a tutela de qualquer guarda-chuva. E quanto à presença excessiva de militares? Ao que consta, pessoas são empossadas, não patentes. Cercar-se de quadros experimentados e de confiança, sem as amarras partidárias, me parece uma solução até agora compatível com suas convicções. Reforma da previdência e demais urgências? Bolsonaro deixou para os acréscimos o diálogo político até porque teremos um novo Congresso em 2019. Fica a cada dia mais evidente seu interesse, até agora, de montar um bom time, enquanto a ele, como treinador, restará cobrar resultados e se permitir entregar medalhas, o que aliás foi muito divertido no último final de semana. 


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