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Gazeta de Limeira

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17/08/2018 - Colunas

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Os mistérios da cópia

Quando imaginamos a evolução humana é inevitável creditarmos aos grandes pensadores, de um modo geral, uma enorme parcela de contribuição. Em diferentes áreas, seus conceitos e suas invenções tornaram possível, por exemplo, manusear alimentos com talheres, e antes disso esquentá-los e salgá-los para melhorar o sabor. Nossa criatividade também ofereceu alternativas de locomoção, desde a domesticação de cavalos até a corrida espacial, mas nada, em minha opinião, é tão atraente como desvendar os motivos de uma existência. A filosofia nos oferece uma lista considerável de respostas, porém, os preceitos religiosos me parecem mais consistentes enquanto nos propõem escolhas pretensamente definitivas. E escolher é estabelecer o caminho das consequências, sendo ela a resposta da opção, uma espécie de retribuição a qual almejamos. Em diversos momentos da história, entretanto, os grandes pensadores revolucionaram seu meio e suas épocas partindo de simples abstrações, tanto para a organização como para a distensão de conceitos anteriormente moldados. Por isso a dúvida, que nos é inerente do ponto de vista constitucional, é tão importante. Sem ela o aperfeiçoamento não existiria; continuaríamos comendo alimentos duros com as mãos e percorrendo a pé longas distâncias. Portanto, se a capacidade criativa é uma das chaves da evolução, compreender esse mecanismo como um processo, e não simplesmente como uma grande ideia, é uma maneira sensata para experimentá-la também. Embora aparentemente possamos nos ver meramente como peças de uma estrutura social, a todo instante somos capazes de promover transformações em hábitos, manias e premissas, quase sempre obsoletas ou mutáveis. Isto posto, convém lembrar que nem sempre a originalidade é possível. Pense em um mísero “clipe”, inventado há mais de cem anos. O ser humano está prestes a chegar em Marte e ninguém foi capaz de superar essa ideia de juntar papéis ou documentos. Claro, os vemos e usamos em cores e tamanhos variados, mas nunca superados na ideia. Passemos à política agora. Muitas vezes afoitos em legislar, muitos parlamentares teimam em reinventar a roda. Não à toa, Câmaras Municipais de todo o país se entulham com leis para assuntos semelhantes, o que torna louvável, no caso de Limeira, a contratação de uma empresa para reorganizá-las por assuntos e objetivos. Nessa esfera, percebam, criar é bom, mas copiar também vale a pena, pois se visa ao bem comum. Há treze anos Adinan Ortolan, hoje prefeito da vizinha Cordeirópolis, inspirou-se na volta dos Jogos Escolares em nosso município para organizá-los em sua cidade. Decorrido esse tempo, agora ele assinou uma lei municipal para perpetuar a ideia, algo que ainda não temos. Não foi preciso reinventar a roda; ele apenas a colocou para girar.


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