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Gazeta de Limeira

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30/11/2018 - Colunas

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Comunicação direta

Após a traumática eliminação do Brasil frente a Bélgica, na Copa da Rússia, nossa estridente crônica esportiva aguardou, sem sucesso, explicações de Neymar Júnior. Cheguei a ouvir, inclusive, um caloroso debate pelo rádio no qual um dos comentaristas, apenas um, defendia o craque por manifestar-se, quase exclusivamente, pelas redes sociais, evitando as tradicionais entrevistas. Não é para menos. Após o torneio, o craque brasileiro atingiu a marca de 100 milhões de seguidores apenas no Instagram, perdendo somente para Cristiano Ronaldo (com quase 120 milhões) entre jogadores de futebol. Dar satisfações para quem, mesmo? É claro, no esporte, existem situações nas quais o silêncio é conveniente, em outras não. Em agosto de 2016, quando cobrou a penalidade que ajudou a seleção brasileira a conquistar seu primeiro ouro olímpico, o mesmo Neymar caiu em prantos, festejou com sua namorada global e conversou com todo mundo. Naquela situação, portanto, ele não viu qualquer incômodo, e como julgar seu comportamento? Os estudos ainda são insipientes, mas aspectos práticos jogam luz no debate informativo, e um deles diz respeito ao monopólio da informação, coisa do passado. A comunicação direta via redes sociais está forçando a mídia tradicional a manter um comportamento diferente em busca de suas respostas. Semelhante ao futebol há hoje setoristas de Twitter, Facebook e Instagram. Em parte, porque qualquer entrevistado gosta de dizer aquilo que lhe interessa, e sempre foi assim. Temas espinhosos ou de alcance particular incomodam, ainda que mesclados com o chamado interesse público, e a tendência é essa. Já mencionado neste espaço, Donald Trump não abriu mão de posicionar-se fundamentalmente pelo Twitter por comodidade. É porque, antes da presidência, foi encorajado a disputar o cargo por milhões de seguidores que mantinham por ele quase uma idolatria, e aqui encontramos outra explicação. Seja para um político, um jogador ou para qualquer personalidade de destaque, manifestar-se para fãs é seguro, em muitas ocasiões, rentável e, do ponto de vista psicológico, é agradável ao ego. A pessoa fala apenas o que lhe interessa quando e da forma que deseje se manifestar, com direito a respirar e pensar. Resta aos formadores de opinião convencionais, decifrá-los para a opinião pública, porque aos fãs, bem, os fãs possuem interpretação própria. Aguarda-se, agora, como será a comunicação oficial do presidente eleito Jair Bolsonaro, “dono” de 20 milhões de seguidores no Twitter, Facebook, Instagram e YouTube. Por enquanto há uma mistura – entre algumas “caneladas” como gosta de dizer –, mas, empossado, terá de falar – e ser compreendido – não apenas para admiradores, mas para uma nação inteira. Por enquanto faz um bom papel. A conferir.


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